sexta-feira, 28 de agosto de 2009

'I' don't need another hero.
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(Tina Turner)


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Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Já que não estamos aqui só a passeio

já que a vida enfim não é recreio

eu vou na bubuia, eu vou

eu vou na bubuia, eu vou


Flutuo navegando sem tirar os pés do chão

365 dias na missão

Na bubuia eu vou

eu vou na bubuia, eu vou

Subo o rio no contra-fluxo à margem da loucura
Na fé que a vida após a morte continua
eu vou na bubuia, eu vou
eu vou na bubuia, eu vou
Entoa uma toada em dia de noite escura
na sequência, na cadência, na fissura
eu vou na bubuia, eu vou...

Eu vou suave bebendo água na cuia


Olho aberto, papo-reto, o peito como bússola
Nenhum receio do lado negro da rua
E me guia na bubuia
Eu vou na bubuia, eu vou

O destino é o mar onde vou me desfazer
Contente a deslizar na correnteza do viver
Na bubuia eu vou
Eu vou na bubuia, eu vou
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(Céu)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dedicado à Adélia Prado.

se eu não houvesse nascido
com essa maldita mania de escrever poemas
gostaria de ser viticultora
daquelas bem robustas
de pouca conversa
de muito labor
[pisar uvas
desenhar rótulos
fiscalizar tonéis
vender a safra]





e à noite
na minha poltrona
fazer meu crochê
ler a Bíblia
com aquela indescritível sensação de felicidade
que só as mulheres sentem
quando estão com as contas pagas
a casa limpa
e os filhos dormindo.

(Josie Mello)
Para melhor visualização:

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

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Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo quem me bote
Pra sair daqui
(Céu - Cangote)

Agosto...


Suavemente Maio se insinua
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão fragil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
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(Vinicius de Moraes)

(Wado - Amor e restos humanos)