quarta-feira, 31 de março de 2010

=X

"...não creia que eu não tenha sofrido. Se você tivesse chegado ontem, em determinado momento - às cinco e meia aproximadamente, ou talvez às quinze para as seis -, ter-me-ia encontrado chorando. (...) Sofri imensamente. Depois aquilo passou. Não posso repetir uma emoção. Nem ninguém, com exceção dos sentimentos".

(Oscar Wilde??)

domingo, 28 de março de 2010

Delírio...

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde
a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio.