domingo, 30 de maio de 2010

Então é você


Então é você
que bem antes de mim
diz o que eu queria dizer
tão bem quanto eu diria.
E quem diria?
ainda melhor

Acho que teu nome é poesia
e por isso todos te chamam

Então é você
tua simples presença
preenche a minha existência
me faz ver o que eu não via.
E quem diria?
ainda melhor

Acho que teu nome é vida
e por isso todos te querem

Então é você
que quando fala
instala a compreensão
de tudo que eu seria.
E quem diria?
Ainda melhor

Acho que teu nome é amor
e por isso todos te amam

E quando todos te chamam
quem sou eu pra não chamar?

E quando todos te querem
quem sou eu pra não querer?

E porque todos te amam
“eu sei que vou te amar”

sábado, 22 de maio de 2010

É... morena.

É, morena, tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola

Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar

Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar

quinta-feira, 20 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lista de presentes:

- um trabalho pronto sobre Linguística Textual - Ok.
- um trabalho pronto pra mostrar pra Renira... - Ok.
- um violoncelo.
- um carro.
- uma casa.
- um apto.
- um par de meias cor-de-rosa. - Ok.
- todos os livros do Mestre Graça.
- todos os livros da Clarice Lispector
- todos os livros de Gabriel García Marquez.
- todos os livros de tanta gente mô-deus!
- um bom flash de memória pra lembrar em que buraco enfiei minha coleção de CD's da Marisa Monte... (pq as capas eu sei onde estão... os CD's... só Deus sabe...)
- habilidade pra me fingir de Kátia Cega!!!
- a coragem de mandar um monte de gente tomar naquele canto...
- perder 05 quilos em 01 semana... (embrulho pra presente pra quem quiser).
- um esparadrapo gigantesco pra tapar a boca dum bando de fofoqueiro!
- as 30 horas que o Unibanco prometeu.
- que 'respeitem meus cabelos-CACHOS!'
- que me deixem dançar em paz.
- que nunca mais me roubem.
- que os Emos e a Igreja Universal não dominem o mundo.
- à propósito dos Emos... que eles devolvam o que roubaram dos roqueiros.
- que a justiça desse país ande pra frente...
- o Lorena que me é de direito.
- que a minha TPM passe. Ok.
- que eu consiga acordar cedo e feliz por não ter dormido tarde no dia anterior. Ok.
- que o professor de Inglês perdoe as minhas faltas. Ok.
- que alguém nos livre do mala-men.
- que nenhum pistoleiro me persiga nas viagens da pesquisa.

aaaah:
- e a paz mundial... rs

quinta-feira, 6 de maio de 2010

- melancólica.



Melhor jeito que achei para me conhecer

foi fazendo o contrário.

domingo, 2 de maio de 2010

.


Haja
hoje
para
tanto
ONTEM.

sábado, 1 de maio de 2010

Poema Obsceno

Façam a festa
cantem e dancem
que eu faço o poema duro

o poema-murro
sujo
como a miséria brasileira

Não se detenham:
façam a festa
Bethânia Martinho
Clementina
Estação Primeira de Mangueira Salgueiro
gente de Vila Isabel e Madureira
todos
façam
a nossa festa
enquanto eu soco este pilão

este surdo
poema
que não toca no rádio
que o povo não cantará

(mas que nasce dele)
Não se prestará a análises estruturalistas
Não entrará nas antologias oficiais

Obsceno
como o salário de um trabalhador aposentado

o poema
terá o destino dos que habitam o lado escuro do país

- e espreitam.

É bem verdade...



...cicatrizes não se transferem.

quarta-feira, 31 de março de 2010

=X

"...não creia que eu não tenha sofrido. Se você tivesse chegado ontem, em determinado momento - às cinco e meia aproximadamente, ou talvez às quinze para as seis -, ter-me-ia encontrado chorando. (...) Sofri imensamente. Depois aquilo passou. Não posso repetir uma emoção. Nem ninguém, com exceção dos sentimentos".

(Oscar Wilde??)

domingo, 28 de março de 2010

Delírio...

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde
a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio.