quinta-feira, 20 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lista de presentes:

- um trabalho pronto sobre Linguística Textual - Ok.
- um trabalho pronto pra mostrar pra Renira... - Ok.
- um violoncelo.
- um carro.
- uma casa.
- um apto.
- um par de meias cor-de-rosa. - Ok.
- todos os livros do Mestre Graça.
- todos os livros da Clarice Lispector
- todos os livros de Gabriel García Marquez.
- todos os livros de tanta gente mô-deus!
- um bom flash de memória pra lembrar em que buraco enfiei minha coleção de CD's da Marisa Monte... (pq as capas eu sei onde estão... os CD's... só Deus sabe...)
- habilidade pra me fingir de Kátia Cega!!!
- a coragem de mandar um monte de gente tomar naquele canto...
- perder 05 quilos em 01 semana... (embrulho pra presente pra quem quiser).
- um esparadrapo gigantesco pra tapar a boca dum bando de fofoqueiro!
- as 30 horas que o Unibanco prometeu.
- que 'respeitem meus cabelos-CACHOS!'
- que me deixem dançar em paz.
- que nunca mais me roubem.
- que os Emos e a Igreja Universal não dominem o mundo.
- à propósito dos Emos... que eles devolvam o que roubaram dos roqueiros.
- que a justiça desse país ande pra frente...
- o Lorena que me é de direito.
- que a minha TPM passe. Ok.
- que eu consiga acordar cedo e feliz por não ter dormido tarde no dia anterior. Ok.
- que o professor de Inglês perdoe as minhas faltas. Ok.
- que alguém nos livre do mala-men.
- que nenhum pistoleiro me persiga nas viagens da pesquisa.

aaaah:
- e a paz mundial... rs

quinta-feira, 6 de maio de 2010

- melancólica.



Melhor jeito que achei para me conhecer

foi fazendo o contrário.

domingo, 2 de maio de 2010

.


Haja
hoje
para
tanto
ONTEM.

sábado, 1 de maio de 2010

Poema Obsceno

Façam a festa
cantem e dancem
que eu faço o poema duro

o poema-murro
sujo
como a miséria brasileira

Não se detenham:
façam a festa
Bethânia Martinho
Clementina
Estação Primeira de Mangueira Salgueiro
gente de Vila Isabel e Madureira
todos
façam
a nossa festa
enquanto eu soco este pilão

este surdo
poema
que não toca no rádio
que o povo não cantará

(mas que nasce dele)
Não se prestará a análises estruturalistas
Não entrará nas antologias oficiais

Obsceno
como o salário de um trabalhador aposentado

o poema
terá o destino dos que habitam o lado escuro do país

- e espreitam.

É bem verdade...



...cicatrizes não se transferem.

quarta-feira, 31 de março de 2010

=X

"...não creia que eu não tenha sofrido. Se você tivesse chegado ontem, em determinado momento - às cinco e meia aproximadamente, ou talvez às quinze para as seis -, ter-me-ia encontrado chorando. (...) Sofri imensamente. Depois aquilo passou. Não posso repetir uma emoção. Nem ninguém, com exceção dos sentimentos".

(Oscar Wilde??)

domingo, 28 de março de 2010

Delírio...

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde
a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Quindins na portaria.

Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: “Para estar ao lado sem pesar com a presença”. Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase porque o não pesar os outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.

Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura. Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.

Ah, pesa. Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados. Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado. Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.

Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho. Pessoas estão jantando. Estão preocupadas. Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo. Pessoas estão chorando. Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito. Pessoas estão se amando. Avise que está a caminho.

Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja. Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá. Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade. Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas. Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo?

Nem se discute que o encontro é sagrado. Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios. Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela. Quando mando flores, vou junto com o cartão. Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes. Também é estar junto.

Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Respeitem meus cabelos (,) brancos!

Respeitem meus cabelos, brancos
Chegou a hora de falar
Vamos ser francos
Pois quando um preto fala
O branco cala ou deixa a sala
Com veludo nos tamancos

Cabelo veio da áfrica
Junto com meus santos

Benguelas, zulus, gêges
Rebolos, bundos, bantos
Batuques, toques, mandingas
Danças, tranças, cantos
Respeitem meus cabelos, brancos

Se eu quero pixaim, deixa
Se eu quero enrolar, deixa
Se eu quero colorir, deixa
Se eu quero assanhar, deixa
Deixa, deixa a madeixa balançar