sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Geminianamente falando... do apego ao óbvio.

Eu quero ficar perto / De tudo que acho certo
.
A minha experiência / Meu pacto com a ciência

.
Eu gosto do meu quarto / Do meu desarrumado

.
É o meu ponto de vista / Não aceito turistas

.

Eu vejo o filme em pausas / Eu imagino casas

.
Eu moro num cenário / Do lado imaginário

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Envio essa mal traçadas linhas...



Cordiais saudações!
Envio estas mal traçadas linhas
Que escrevi à lápis
Por não ter caneta.

Andas perseguido
Para que escapes
Corta o teu cabelo
E põe barba preta.

Em vão te procurei
Notícias tuas não encontrei,
Mas ontem te escutei.
E este bilhete ao Fígaro entreguei:
"Sem mais, para acabar
Recebe o beijo
Que eu vou mandar
Eu amo, com amor não brinco.
Niterói, trinta de outubro de trinta e cinco".

... Responde que eu pago o selo!

(Ná Ozzetti)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Flor do Mandacaru

Há dor que mata a pessoa
Sem dó nem piedade.
Porém não há dor que doa
Como a dor de uma saudade.
(Patativa do Assaré)

Sertão...

Se tens um coração de ferro, bom proveito.

...O meu, fizeram-no de carne e sangra todo dia.
.
(Saramago)

Geminiana...


Esta quase sempre correu, fugiu da armadilha,
De ser prendida descobre o encanto. Amor
Que faz desta que sendo caça é caçador
E ama de maneira clara porque pertence aos ares
.
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(Olga Savary)

Imagem: Poro

Abandonei-me ao vento...

Abandonei-me ao vento. Quem sou, pode
explicar-te o vento que me invade.
E já perdi o nome ao som da morte,
ganhei um outro livre, que me sabe
.
quando me levantar e o corpo solte
o meu despojo vão. Em toda parte
o vento há-de soprar, onde não cabe
a morte mais. A morte a morte explode.
.
E os seus fragmentos caem na viração
e o que ela foi na pedra se consome.
Abandonei-me ao vento como um grão.
.
Sem a opressão dos ganhos, utensílio,
abandonei-me. E assim fiquei conciso,
eterno. Mas o amor guardou meu nome.
.
(Carlos Nejar)


E depois de tanto talvez me decidi
que de hoje em diante levo a vida assim:
preto no branco.
Em preto e branco.
.
(Amanda Patrícia)
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Carlos Drummond de Andrade